sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Vídeo: Como Derrotar o ISIS?


Será que o Islã é como a tribo Amalec da Bíblia? Falo disso mais adiante, mas antes vamos ao que motivou a pergunta.

Ontem, eu vi um tenente coronel americano chamado Ralph Peters respondendo sobre como deve-se lidar com o terroristas islâmicos do ISIS que destroem a Síria e o Iraque e matam milhares, especialmente cristãos e muçulmanos xiitas.

Ralph Peters é muito conhecido nos Estados Unidos, está sempre dando entrevista sobre questões militares na Fox News (principal canal a cabo dos Estados Unidos).  E ele costuma ser muito sensato nas suas respostas. É bastante respeitado. A patente de tenente coronel (lieuitenant colonel), está abaixo de coronel, mas coronel é logo abaixo de general de brigada. Em suma, tenente coronel é uma patente bem elevada.

Peters respondeu a pergunta em um debate sobre a morte do jornalista americano James Foley (foto acima), que foi decapitado pelos terroristas do ISIS.

Peters respondeu assim: "O jeito que deve-se lidar com estes terroristas nojentos sanguinários do ISIS é: você os mata, continua matando, até que você mata o último deles, então você mata a cabra de estimação deles".

(No original: Kill them, keep on killing them until you’ve killed the last one, then kill his pet goat.)

No vídeo abaixo aparece a resposta de Peters, a pessoa que editou o vídeo resolveu fazer troça do que disse o tenente coronel. Esqueçam as animações colocadas no vídeos, com ursos e explosões, e se concentrem no que disse Peters.





Assim que eu li o que disse Peters, eu me lembrei de I Samuel 15 da Bíblia, no qual Deus ordena Saul que mate e destrua todo que representa a tribo Amalec. A ordem é exterminar  toda a tribo de Amalec (homens, mulheres, crianças), suas casas, bois, ovelhas, tudo, não era para poupar nada, era para realizar completo extermínio. Acontece que Saul desobedeceu Deus e poupou o rei Amalec, chamado Agag, e os melhores animais da tribo. Por conta disso, Deus não quis mais que Saul fosse rei de Israel.

Ao que parece, Peters pensa no ISIS como algo que representa o mal em si, como os Amalecitas que atacaram Israel durante a fuga do Egito.

Mas pelo o que conheço Peters, não acredito que ele defenda o genocídio. Mas apenas em dar uma lição a um grupo terrorista, sendo impiedoso na guerra contra eles. Ele apoia que os Estados Unidos lancem o poder militar americano com muita força contra o ISIS, não fiquem apenas jogando bombas do alto. As palavras que ele usou são alimentadas pela decapitação bárbara de um jornalista americano.

Por outro lado, mais do que matar os terroristas, o mundo precisa reconhecer que lida com uma ideologia maligna, escrita no Alcorão, isto é bem mais difícil de derrotar do que simplesmente matar os terroristas do ISIS. Esta ideologia não está apenas no ISIS, nem apenas no Oriente Médio. Temos inúmeros grupos terroristas islâmicos no mundo e temos radicais islâmicos morando em todos os países.

Finalmente, o mundo precisa reconhecer, inclusive o Papa Francisco, que precisa do exército americano para vencer o ISIS e proteger os inocentes.

As palavras do tenente coronel, relativizando pela emoção de ver uma decapitação, são bem mais sensatas do que dizer que é preciso manter diálogo com os terroristas, na esperança inocente de que se pode convencê-los de que eles não devem matar pessoas, usando apenas o diálogo ou dinheiro.


(Agradeço o vídeo ao site Weasel Zippers)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Quem matou o Americano foi um Britânico. E Muitos Franceses acham Bom.


O jornal inglês Daily Mail revelou que quem matou o jornalista americano (que era católico), James Foley, foi um britânico. No vídeo, o assassino tem forte sotaque britânico. E o Reino Unido diz que sabe quem é.

Diz o jornal:

U.S. Secret Service and intelligence services in the United Kingdom are searching for Foley's executioner who spoke with a British accent in the video, the Guardian reported Wednesday.
The Englishman is believed to be the ringleader of a group of British fighters holding other foreign hostages in Syria.

He is reportedly from London, and one of the point-men engaged in hostage negotiations in Raqqa, Syria, an ISIS stronghold. 

One former hostage told the Guardian that the British executioner is 'intelligent, educated and a devout believer in radical Islamic teachings,'.

Traduzo em azul: (O serviço secreto americano e a inteligência britânia estão atrás do assassino de Foley que falou com forte sotaque britânico no vídeo, o jornal The Guardian disse ontem. O inglês faz parte de um grupo de britânicos que lutam pelo ISIS. Relata-se que ele é de Londres, e um dos que fazem as negociações com os reféns em Raqqa, na Síria, reduto militar do ISIS. Um antigo refém disse ao The Guardian que o assassino é britânico, é inteligente, educado e um fiel devoto dos ensinamentos islâmicos).

Eu já tinha lido sobre isso, mas ontem, li de novo que há mais britânicos se unindo ao ISIS do que ao exército do Reino Unido (!).

Ontem, eu também li que a ICM Research perguntou na Alemanha, Reino Unido e na França se a população tinha opinião favorável ou não com relação ao ISIS.

O resultado surpreendeu pela enorme quantidade de franceses que defendem o ISIS, 16% da população, coisa de 10 milhões de pessoas! Vejam abaixo:


Como disse o arcebispo Emil Nona, o ISIS vai chegar no Ocidente. Mesmo porque há muitos defensores do ISIS dentro do Ocidente e muitos já estão lutando pelo califado islâmico.


(Agradeço a informação sobre o assassino britânico e sobre a pesquisa ao site PewSitter,  e a informação sobre britânicos no ISIS ao site Weasel Zippers).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Quem Domina a ONU, Papa Francisco?


Recentemente,o Papa Francisco sugeriu que quem deve defender os cristãos no Oriente Médio é a ONU e não os Estados Unidos. O Papa também não quer guerra, quer apenas "parar" os "agressores".

Eu falei disso no blog e fiz algumas perguntas, como: A ONU tem um bom histórico em prevenir genocídio? Desde quando a ONU sabe que os cristãos são perseguidos na Síria, no Egito, no Iraque, no Irã, na Indonésia, na Índia, na Malásia, na Nigéria,...e não faz nada?

Mas falta um pergunta ainda mais básica. Nas palavras do Papa parece que a ONU é um instituição acima do bem e do mal, o que ela decide seria bom e adequado para humanidade. Quem domina a ONU são pessoas acima de qualquer suspeita que  procurariam estabelecer os melhores princípios para a humanidade.

Será?

É claro que não. Para começar, mesmo esquecendo os inúmeros problemas da ONU e sua história plena de controvérsias, a ONU é feita por homens e nada feito por homens é perfeito.

Em termos católicos, a ONU há muito tempo procurar implantar o aborto indiscriminado no mundo e estimula a agenda gay. Existem associações inteiras católicas que lutam na ONU contra estas agendas. Aliás, que tal o Papa perguntar aos seus próprios diplomatas da Santa Sé, que é Observador Permanente da ONU, como é a luta dentro da ONU?

As agências de Direitos Humanos da ONU são cheias de problemas, em que muitas vezes quem domina estas agências, dentro e fora da ONU, são os próprios violadores dos direitos humanos. E o controle do dinheiro da ONU não é nada transparente.

Por exemplo, eu leio agora que a agência da ONU para refugiados (UNRWA) na Faixa de Gaza foi dominada pelo Hamas, que controla inclusive o dinheiro que a ONU recebe dos doadores (sendo que o maior doador da ONU são os Estados Unidos) e ainda usa crianças de dentro dos campos do UNRWA para doutrinar contra Israel e os infiéis. Durante os  conflitos contra Israel, o Hamas utilizou os escritórios da UNRWA para esconder seus mísseis (falei disso aqui no blog anteriormente).

Há algumas teorias que circulam sobre quem domina a ONU, há gente que mostra um conluio internacional do qual pertence gente com muito dinheiro.

Mesmo que não se acredite nessas teorias, é estupidez acreditar que a ONU é uma entidade isenta, acima do bem e do mal.

Se a gente fosse perguntar quem domina a ONU ao Papa Francisco, tenho a impressão que ele responderia olhando para o Conselho de Segurança da entidade, que é dominado pelo Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido. Mas na prática, no dia a dia, não é bem assim que funciona, o domínio da entidade é bem mais escuso.


(Agradeço a informação sobre a UNRWA ao site Jihad Watch)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Papa Francisco: o Papa Teflon. Ele quer apenas "Diálogo".


No Brasil, se dizia que o Lula era "teflon", víamos vários problemas que causariam qualquer político perder o poder popular (mensalão, aloprados, ataques pessoais aos adversários, palavras chulas,...) mas ele seguia forte politicamente. Nos Estados Unidos, muitos dizem que Obama é teflon, Obama administra a pior recuperação econômica da história, que penaliza especialmente a minoria negra, Obama ataca a liberdade religiosa exigindo que todos paguem por abortos, Obama deixou um diplomata americano a própria sorte na Líbia para ser morto por terroristas, mas ele continua forte politicamente (apesar de ter o mesmo apoio popular do que teve Bush no mesmo período de tempo. Os americanos são mais exigentes que os brasileiros).

Em geral, o teflon é um cara popular e para ser popular precisa ser de esquerda, atualmente no mundo. Ganha apoio gratuito dos jornais e da academia.

Li ontem que o Papa Francisco é o "Papa Teflon". Quem diz isso é um dos jornalistas católicos mais respeitados dos Estados Unidos, talvez o que ganhe melhor por lá para escrever sobre o Vaticano. É o jornalista John Allen Jr, que é conhecido por ter opiniões equilibradas. No passado, ele era mais esquerdista, depois passou a ter opiniões mais conservadoras, a ponto de ter de deixar o jornal National Catholic Reporter, que é um jornal da esquerda católica. Recentemente, John Allen Jr. escreveu um bom livro sobre a perseguição a cristãos, chamado The Global War on Christians. Não é o melhor livro que li sobre o assunto, mas é sim um bom livro.

O texto de Allen é muito bom. Ele diz que há inúmeros problemas no papado de Francisco, mas os problemas não colam nele. E o Papa Francisco atrai muitos curiosos e gente que não quer falar mal dele, pois "o Papa não julga ninguém". Muitos não entendem e nem querem entender a Doutrina da Igreja, mas "gostam" do Papa.

Vejamos parte do texto de Allen Jr. Traduzo em azul.

Não é que nenhuma controvérsia tenha ocorrido. Há muita coisa, mas dada a força da personalidade do papa, nenhum delas cola nele. 

Até agora, Francisco atraiu multidões entusiasmadas e  a cobertura da imprensa arrebatadora, ele atrai pessoas importantes e ícones da cultura pop.

Muitas ações do Papa aumentam sua popularidade, pegar um carro pequeno quando desde do avião, usar um trem de carreira, e usar um lenço amarelo para lembrar as vítimas de um acidente.

O que a Coreia do Sul ilustra é que a característica teflon do Papa não um artefato ocidental ou da América Latina. O fato de ser teflon pode não resolver as objeções que alguns têm contra o catolicismo, mas pode convencê-los que o problema não é o Papa, mas apesar do Papa.

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Sobre o uso de um carro pequeno ao sair do avião, outro conhecido católico americano, chamado Christopher Ferrara, escreveu sobre isso, e criticou. Além de condenar a exaltação que o Papa Francisco faz do "diálogo" contra o proselitismo católico.

Ferrara argumenta que é meio hipócrita o Papa descer de um avião depois de viajar em classe executiva levando muitos assessores, comendo comidas caras durante o vôo, em uma viagem que custou milhões, sair do avião e pegar um carro pequeno querendo mostrar humildade. E acha que é coordenado por um assessor de relações públicas.

Ferrara também critica muito o comportamento do Papa em defender sempre o diálogo, relaxando as qualidades do catolicismo, se aproximando do pecado e ainda atacando quem defende a Doutrina Católica.

Diz Ferrara:

Alguém está realmente comprando ainda esta ofensiva de humildade do Papa Francisco? Será humilde pegar um pequeno carro depois de fazer uma viagem que custou milhões, com jatos fretados e refeições suntuosas? O show irrita qualquer um que fica furioso com a manipulação de imagens feitas por políticos, e observa o mesmo neste pontificado, provavelmente sob a condução do  "gênio das relações públicas", Greg Burke, que trabalha para o Papa.


A ideia de que alguém pode ser converter outros apenas exibindo sua "identidade" e "ouvindo o outro" teria soado absurdo aos mártires da Coréia, que foram condenados à morte por pregar o Evangelho. E os mártires provavelmente não teriam acreditado se eles fossem informados de que um dia o Papa diria isso ao bispo da Ásia: "E o Senhor lhes conceda a graça: Às vezes, ele vai ganhar os corações e alguém vai pedir para ser batizado, às vezes não. Mas sempre vamos caminhar juntos. Este é o coração do Diálogo." Em outras palavras, por vezes, você vai conseguir converter quando dialogar, por vezes, não, mas o importante é o diálogo! Evangelização perdeu todo o sentido na teologia do Papa Francisco, que é, essencialmente, o jesuíta pós-Vaticano II do liberalismo da década de 1970.


Leiam todo os textos de Allen Jr e Ferrara. São muito bons.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Papa Francisco quer intervenção militar contra o ISIS, mas..


Acabo de ler em inúmeros sites que o Papa Francisco apóia que o mundo intervenha militarmente contra o grupo terrorista ISIS que atua no Iraque e na Síria. Pode-se ler sobre o assunto clicando aqui ou aqui.

Mas o Papa colocou várias condições e não são as condições tradicionais da teoria da Guerra Justa.

Primeiro, o Papa ressaltou que apóia que o mundo "pare" os agressores (ele não chamou de terroristas) e não "faça guerra" ou  "jogue bombas".

O Papa também quer que seja a ONU que intervenha e não os Estados Unidos apenas.  O Papa exaltou que todos devem ser protegidos, não colocou especial preocupação com os cristãos. "Todos são filhos de Deus", ele disse.

Disse que o mundo fez a ONU agora guerra só com a ONU. Se um país atua sozinho, corre-se o risco, segundo o Papa, do país querer dominar o outro.

O Papa também negou que o encontro que promoveu entre israelenses e palestinos tenha sido um fracasso, "pois a porta do diálogo ainda está aberta".

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Ok. Vamos lá.

Qual o histórico da ONU em prevenir genocídio??

Vamos perguntar à história de Ruanda,  ver o caso de Zimbábue,  a guerra da Sérvia e o pessoal que há muitos anos estuda o conflito entre judeus e palestinos.

E quanto tempo a ONU sabe do risco de genocídio contra cristãos no Iraque, Síria, Irã, Líbia, Egito, Nigéria...e não faz nada?

Finalmente, que tal perguntarmos aos cristãos que sofrem na Síria e no Iraque o que eles acham de parar de jogar bomba e esperar pela ONU.

Se um Papa não reage agora vendo tantas matanças de cristãos? Quando vai reagir pedindo verdadeira intervenção? 

Não vou comentar sobre as palavras do Papa em relação ao encontro entre judeus e palestinos, é bobo demais.

Meu Deus. Perdão,  Papa, mas leia o que disseram os santos sobre quando fazer guerra.

Boko Haram copia ISIS e mata 1.000 Cristãos na Nigéria em apenas uma cidade.


Enquanto o mundo olha para os terroristas do ISIS no Oriente Médio continua a matança de cristãos na Nigéria. No sábado, eu li que foram mortos 1.000 cristãos, isto mesmo, mil cristãos, na cidade Gwoza. O texto do site Townhall diz que muitos falaram que tinha sido mortos 100, mas na verdade foram 1.000. O exército nigeriano tinha abandonado a cidade e deixou os cristãos a própria sorte.

Traduzo abaixo o que diz o site Townhall:

O número de mortos pelo terroristas islâmicos do Boko Haram na cidade de Gwoza que é predominantemente cristã é cerca de 1.000, e não 100 que foi dito em muitos relatórios, o especialista em relações nigerianos Adeniyi Ojutiku disse a Baptist Press. 

O Exército nigeriano abandonou suas armas e fugiu de Gwoza quando o Boko Haram atacou na quarta-feira (06 de agosto), queimando edifícios do governo, matando moradores e fazendo reféns. Alguns moradores conseguiram fugir para as montanhas que fazem fronteira com Camarões e estão sem comida ou água.

Notícias vieram à tona hoje (15 de agosto) de um outro ataque de 10 de agosto na remota aldeia de Doron Baga, no nordeste da Nigéria, onde Boko Haram raptou dezenas de meninos e homens, deixando mulheres, meninas e crianças abandonadas lá. 

"Esta é uma nova dimensão nesta crise", disse Ojutiku. "Uma dimensão completamente nova. Eles estão agora seguindo a estratégia de ISIS. Eles atacam e ocupam a cidade. Agora que eles começaram a adotar metodologia ISIS, eles devem estar recebendo o tipo de tratamento ISIS que está recebendo." 

Com base em um relatório recebido por Ojutiku na quarta-feira, 13 de agosto, a partir de um colega de confiança que mora em Gwoza, 997 haviam sido mortos e outros se tornaram reféns. Os relatórios anteriores foram baseados em informações recolhidas no dia 6 de agosto, o dia do ataque, quando os sobreviventes foram forçados a fugir da cidade. 

Novos relatórios corroboram o relato de Ojutiku. De acordo com a AFP, cerca de 300 mulheres e 500 crianças protestaram por dois dias, às portas de uma base militar em Maiduguri, exigindo que seus maridos e pais não sejam enviados para recapturar Gwoza, pois eles não têm armas adequadas. 

Boko Haram busca estabelecer a lei islâmica, já havia matado 4.239 entre cristãos, muçulmanos moderados, funcionários do governo e civis em ataques contra as comunidades religiosas no norte da Nigéria. 

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É o ISIS fazendo escola, mesmo em grupos terroristas que já estavam em atividade antes de se saber algo sobre o ISIS. E a escola está aberta ao mundo, mesmo porque muitos terroristas do ISIS são ocidentais.

Rezemos pelos cristãos da Nigéria e por todo o povo de lá.


sábado, 16 de agosto de 2014

Filme: The Giver (Doador de Memórias) e um Livro - Recomendações de um Arcebispo


Recentemente, eu li uma análise do filósofo Edward Feser (recomendo qualquer livro dele) sobre filmes que tratam a memória das pessoas como sendo "a" pessoa. Feser esclarece que a memória sozinha não é a pessoa, transferindo a memória de uma pessoa para outra não transfere a pessoa.  Feser, como é muito comum, está certo.

Mas ontem, eu li a recomendação de um filme pelo arcebispo Chaput, um arcebispo que admiro. O filme se chama em inglês The Giver, e em português é chamado o Doador de Memórias. O filme retrata pessoas que vivem em um mundo artificial sem dor ou guerras e um "doador" irá mostrar que existe muito mais na memória que é controlada por um processo burocrático.

Bom, não me parece caber bem na análise de Feser, pois não é transferência de memória, mas destruição de memória. Mas os dois casos revelam nossa fixação em dominar os sentimentos humanos que estão no fundo da questão.

Vejamos o que disse Chaput:

Um dos romances mais populares dos últimos 20 anos - de Lois Lowry Newberry premiado The Giver - estará nas telas de cinema amanhã, 15 de agosto, graças a Walden Media. Walden é a mesma empresa familiar que lançou As Crônicas de Nárnia. O livro de Lowry já vendeu mais de 10 milhões de cópias. 

Alguns pais descobriram o romance muito preocupante ou controverso para as crianças por causa de seu tema. A história retrata uma sociedade rigidamente controlada do futuro, que mostra "mesmice", onde as memórias e emoções fortes são desencorajadas, a consciência é praticamente desconhecida, e bebês defeituosos, os idosos e os dissidentes são metodicamente enviados para "outro lugar" - em outras palavras, mortos. Um jovem, escolhido pela comunidade para treinar como seu "Receiver of Memories", é repelido pelos segredos do coração da utopia. Ele põe em movimento um despertar do espírito humano. 

Este é um filme maravilhoso. Nada na versão cinematográfica de The Giver vai ofender uma família. Exatamente o oposto. É um inteligente, muito bem trabalhado, que todos deveriam ver. Esta é uma grande produção de uma grande história, bem acima do padrão "família" em qualidade, prestado por um excelente elenco - Meryl Streep, Jeff Bridges, Katie Holmes, Taylor Swift e outros. Não deixem de assitir.


Vejam o trailler do filme abaixo:





Chaput também recomenda um livro para ser usado na catequese sobre casamento e família.



Leiam todos o livro Love is Our Mssion: The Family Fully Alive


(Agradeço a indicação do artigo de Chaput ao site Creative Minority Report)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Só para Lembrar: Não é apena o ISIS que mata e persegue Cristãos.


Eu falo há bastantes dias sobre as atrocidades do grupo islâmico ISIS contra cristãos na Síria e no Iraque (vejam os posts abaixo), mas por vezes é muito importante lembrar que os cristãos representam o grupo religioso mais perseguido do mundo. Por isso, vou colocar aqui notícias de ataques a cristãos dos últimos dias que não ocorreram no Oriente Médio.

1) Três foguetes forma jogados contra o avião do Papa Francisco pela Coréia do Norte.

2) Na Holanda, muçulmanos cospem em seminaristas que usavam camisa com o símbolo dos cristãos para os muçulmanos (eu já falei aqui sobre esta camisa com este símbolo  e do risco de se usar esta camisa na Europa)

3) Terroristas islâmicos da Nigéria atcaram uma Igreja Católica da Nigéria em mataram 8 pessoas.

4) Uma escola estadual de Ohio, nos Estados Unidos, ensina para crianças que os cristãos são mais estúpidos do que os ateus.


Na lista de países que perseguem os cristãos no mundo, entre os 10 piores países, geralmente 9 são países de maioria de população muçulmana, o destaque não muçulmano é a comunista Coreia do Norte, que muitas vezes vem em primeiro na lista. Entre os 20 piores também entram outros comunistas, China e Cuba. Mas nos nossos próprios países, há perseguição a cristãos.

Todo dia, lembramos das palavras de Cristo (João 15:18-19):

"Se o mundo vos odiar, sabei que Me odiou primeiro. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é dele. Mas o mundo odiar-vos-á, porque não sois do mundo, pois Eu escolhi-vos e tirei-vos do mundo."

Rezemos pelos nossos mártires diários.

(Agradeço as notícias aos sites Weasel Zippers e PewSitter)